Templo de Confúcio de Pequim
Localização:13,Rua Guozijian, Distrito de Dongcheng, Pequim
Razões para Visitar:Local histórico para conhecer sítios históricos
Nossa Classificação: ★★★
Horário De Funcionamento:8:30-17:00 (durante todo o ano)

O Templo de Confúcio de Pequim ocupa o segundo lugar entre os maiores templos confucionistas da China, sendo superado apenas pelo templo de Qufu — cidade natal do filósofo Confúcio. Localizado na Rua Guozijian, dentro da Porta Anding, este sítio foi por séculos o epicentro de homenagens a Confúcio, desde a dinastia Yuan (1271-1368) até as dinastias Ming (1368-1644) e Qing (1644-1911). Junto com o Templo de Confúcio de Nanjing, o de Jilin e o de Qufu, compõe o grupo dos “Quatro Grandes Templos Confucionistas da China”, uma designação que reflete seu peso na herança cultural do país.

Inicialmente construído em 1302, o templo passou por expansões e reformas importantes durante as dinastias Ming e Qing, atingindo uma área total de 22.000 metros quadrados. Sua arquitetura segue o estilo clássico chino, organizada em quatro pátios interconectados, onde se destacam estruturas icônicas como:
- Porta Xianshi (Porta do Primeiro Mestre), a entrada principal do complexo;
- Porta Dacheng (Porta da Grande Realização), que leva ao coração do templo;
- Salão Dacheng (Salão da Grande Realização), edifício principal onde eram realizadas as cerimônias comemorativas a Confúcio;
- Chongshengci (Salão de Adoração), dedicado à memória dos ancestrais de Confúcio.

Dentro do recinto, um dos pontos mais fascinantes é o pátio frontal, onde 198 tábuas de pedra estão dispostas simetricamente em ambos os lados. Estas pedras guardam a grafia de 51.624 nomes de Jinshi — os estudiosos que obtiveram a maior distinção nos exames imperiais das dinastias Yuan, Ming e Qing — tornando-se um verdadeiro registro histórico da educação e da elite intelectual chinesa. Além disso, 14 pavilhões de estelas de pedra, datados das dinastias Ming e Qing, preservam preciosas informações sobre eventos históricos, leis e costumes da época, sendo uma fonte inestimável para pesquisadores e entusiastas da história.
O templo também é conhecido por sua vegetação antiga, entre as quais se destaca um cipreste chamado “Cipreste que Toque o Mal” (Touch Evil Cypress). Sua denominação vem de uma lenda popular: segundo a história, quando um oficial infamemente corrupto passou por baixo da árvore, um galho se quebrou e derrubou seu chapéu, como uma sinalização divina contra a injustiça. Hoje em dia, essa árvore centenária continua a ser um símbolo de integridade e justiça, atraindo a curiosidade de visitantes de todo o mundo.

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